quinta-feira, 27 de maio de 2010

Kiss and Say Goodbye


Montagem de minha amiga Gina Marcia

Na sua Companhia



Texto: Carlos Aar Oliveira
Narraçao: Carlos Aar Oliveira
Trilha: Emoçoes (Roberto Carlos) Eduardo Lage

Madrigal Melancolica


Poesia de Manoel Bandeira
Narraçao: Carlos Aar Oliveira
Trilha: Feelings (Morris Albert)

Amor Caipira


Texto: Carlos Aar Oliveira
Trilha:Luar do Sertao ( Catulo de Paixao Cearense)Tristeza do Jeca
Narraçao: Carlos Aar Oliveira
Amor Caipira

Um dia um pobre caipira
Sonhou com uma dama socialite
Ele jogou a conversa e ela gostou
Em pouco tempo este caso apaixonou

Ela se punia por gostar de tal sujeito
Ele sofria por não tê-la direito
Mas, cada encontro era uma fogueira
Nestas horas o que acontecia era doidera

Os amigos dela diziam que ele não servia
Os amigos dele diziam que ela não valia
Mas com os dois juntos tudo acontecia a revelia
Dos costumes e hábitos que a sociedade dizia

No entanto faziam amor como ninguém conhecia
Mas, um do outro, se afastar não podia
Assim passaram 4 anos com muita valentia
Fazendo deste amor sua grande rebeldia

Até que belo dia força maior os obrigou
A abrir mão desta história que definitivamente os marcou.

Mulheres Maduras


(Fragmentos de “ A Poética do Sexo, incluso no livro Arte de Amar de Ovídio, escrito em 43 a.c. , 17 ou 18 d.c. na Itália”)



(...)

Lembro-te, jovem, que as mulheres maduras são mais sabidas na matéria.

O seu saber é fruto da experiência

de que é feito o artista. Com cuidados

são os estragos dos anos reparados

e não há artifício que não ponham

ao serviço de a velhice afugentar.

Elas festejam a tua fantasia

mil atitudes tendo no amor.

Nunca nenhuma antologia

de lascivas pinturas

mais variadas posições imaginou.

Nasce o prazer naturalmente e não

duma artificial provocação.

Para que jorre a fonte do prazer

é necessário que o homem e a mulher

igualmente o partilhem.



Odeio o coito quando não é mútua

a desvairada entrega dos amantes

(eis por que encontro menos atrativos

no amor praticado com rapazes).

Abomino a mulher que se entregou

apenas porque tem de se entregar

e que nenhum prazer experimentando

frigidamente faz amor pensando

no novelo de lã.

Aborrece-me os frutos recolher

das volúpias que me oferecem por dever.

O dever não me agrada na mulher.

Quero ouvir as palavras que traduzem

a alegria que sente a minha amante

quando me pede para ir mais devagar

e o ímpeto suster.

Quero ver a mulher de olhos rendidos,

exausta mulher que desfalece

e que por muito tempo não consente

que lhe toquem no corpo dorido de prazer. (...)

Viver longe de um amor


Texto de Carlos Aar Oliveira
Trilha: Só Saudade (Pery Ribeiro)

De todos os absurdos que o ser humano é capaz de fazer,
Dois chamam a atenção, por serem de uma tremenda idiotice.

O primeiro é a greve de fome.
Nenhum animal do planeta se submete a ficar sem alimentos
Por desejo próprio, a não ser o homem.
Que com atitude assim, coloca em risco sua integridade física,
Sendo uma forma de suicido.

O segundo é se afastar deliberadamente de seu amor,
Da mesma forma nenhum animal, se afasta de quem quer bem.
Sendo este um suicídio sentimental.

Só o homem é capaz desta insanidade.

O homem em nome de um monte de bobagens,
É capaz de negar seus sentimentos, de se condenar,
A nunca mais na vida, viver belos, agradáveis e nobres amores.

A história esta cheia de acontecimentos envolvendo pessoas que se amam,
 E que se afastam por coisas absurdas,
Às vezes cruéis, e por outras completamente tolas.

Por padrão o homem desde tenra idade, busca carinho e amor.
Aprende também que é das coisas mais difíceis,
Encontrar uma pessoa que preencha,
As condições básicas para viver um grande amor.

Porém ironicamente, uma vez encontrado este ser,

Abre mão de levar adiante seu sonho,
Em nome do respeito à ética, às convenções, à sociedade, a amigos.
Vivendo ao lado de quem nada pode oferecer em matéria de amor, em troca de estabilidade, financeira, social e familiar.
Esquecendo que, só devemos mesmo, satisfações a nosso coração.


Somente o tempo dirá se estas pessoas, um dia
 Viverão  seus verdadeiros sentimentos,
E como a mesma história conta,
Na maioria das vezes, tarde demais.
Quando já não se tem como voltar atrás.

Carlos Aar Oliveira